Lucas Castellani é psicólogo clínico, com atuação orientada pela Psicologia Analítica (abordagem junguiana).
Dedica-se ao atendimento de adultos, com foco em ansiedade, conflitos internos e processos de autoconhecimento.
Realiza atendimentos online, oferecendo um espaço ético, seguro e reflexivo para o desenvolvimento psíquico.


Você provavelmente já se sentiu confuso ou confusa ao lidar com sentimentos intensos. Às vezes, temos a sensação de que não existem saídas para as situações que vivenciamos, gerando um estado que se mistura com angústia, ansiedade e paralisação. Quem nunca passou por um momento de confusão mental? Buscar alguém para conversar, mesmo que seja a inteligência artificial, parece uma alternativa imediata, mas nem sempre temos a sensação de que o problema foi resolvido. A pergunta que pretendo explorar através deste texto é: existe solução para nossas angústias? A partir desse questionamento, proponho uma reflexão: sem o sofrimento, o que seria a felicidade?
Ao longo da história da humanidade, aprendemos a tentar afastar sentimentos desagradáveis, ocultar nossas partes mais sombrias e, por vezes, buscar refúgio em doutrinas rígidas que prometem nos guiar em meio ao caos. E o mundo é confuso justamente por ser dual. Veja: ao mesmo tempo em que sinto amor por alguém, também posso sentir raiva dessa mesma pessoa; ao mesmo tempo em que sinto alegria por uma promoção, sinto medo do novo desafio; ao mesmo tempo em que quero me entregar a uma nova paixão, sinto o receio da rejeição.
Até aqui, intelectualmente, isso parece claro e fácil de aceitar. No entanto, é no campo onde essas forças emocionais entram em cena — movendo nossas ações ou nos paralisando — que se encontra o verdadeiro desafio: sustentar a ambivalência da vida.
Reconhecê-la é o primeiro passo; em seguida, aceitá-la me parece a única alternativa viável dentro das possibilidades que a realidade apresenta. Mas é preciso cuidado: aceitar não significa desistir ou deixar de agir com intenção. Aqui, encaro a aceitação como o ato de reconhecer a realidade tal como ela é, parando de reagir de forma impulsiva para, então, agir a partir do que se reconhece, cultivando o máximo de consciência possível sobre as próprias escolhas e consequências.
Se você ainda não percebe claramente essa dualidade, basta olhar para a própria natureza, presente desde a aurora da humanidade: a dinâmica entre a luz do dia e a escuridão da noite, entre o calor do sol e o frio da neve, ou a linha tênue entre o prazer e a dor. Está na natureza a calma do lago e a fúria do rio. Imagine uma fogueira que ao mesmo tempo o aquece, mas também pode queimar. Para uma árvore crescer e alcançar a luz do sol, ela precisa obrigatoriamente desenvolver raízes profundas na escuridão da terra.
Agora imagine você, ser humano, parte constituinte dessa mesma natureza, acrescido da complexidade do pensamento e do sentimento, precisando coexistir com essas forças opostas dentro de si. Reconheço que não é uma tarefa simples.
Recorrendo à Psicologia Analítica para compreender melhor essa dinâmica das emoções, deparo-me com um conceito fascinante que se comporta quase como uma lei da física aplicada à psique. C. G. Jung definiu esse movimento da seguinte forma:
“Chamo de enantiodromia o surgimento do oposto inconsciente ao longo do tempo. Esse fenómeno particular sobressai-se onde quer que uma atitude consciente seja totalmente dominante; ela forma, com o tempo, um contrapeso inconsciente tão forte que conduz a uma dolorosa cisão.” (JUNG, C. G. Obras Completas, Vol. 6: Tipos Psicológicos).
É o que acontece quando o excesso de controle cede lugar ao colapso, ou quando a rigidez de uma posição mental deságua no oposto. Sustentar essas polaridades internamente sem ser destruído por elas exige espaço mental e elaboração. É exatamente para isso que serve o processo de psicoterapia profunda: um espaço seguro onde você não precisa eliminar os opostos, mas aprender a integrá-los.
Se você sente que está esbarrando nas próprias polaridades e precisa de um espaço estruturado para sustentar essa ambivalência, o processo terapêutico é o caminho. Entre em contato e agende sua sessão.
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O agendamento pode ser feito diretamente pelo botão de contato disponível no site ou por mensagem via WhatsApp. Após o primeiro contato, faremos uma breve conversa inicial.
Emito recibo para que o paciente possa solicitar reembolso junto ao seu plano, conforme as regras da operadora.
Caso tenha dúvidas sobre o processo de reembolso, posso orientar no que for necessário durante o agendamento.
O tempo do processo varia conforme as necessidades e objetivos de cada pessoa. A psicoterapia não segue um prazo fixo, pois respeita o ritmo individual e a profundidade das questões trabalhadas.
Cada sessão tem duração média de 50 minutos e ocorre, geralmente, uma vez por semana.
A terapia junguiana é indicada para pessoas que desejam compreender padrões emocionais, conflitos internos, crises de identidade, dificuldades nos relacionamentos ou que buscam aprofundar seu processo de autoconhecimento.
Sim. O atendimento psicológico online é realizado por videochamada, com a mesma seriedade, ética e confidencialidade do atendimento presencial.
Sim. A psicologia analítica valoriza o processo de autoconhecimento como caminho para maior integração da personalidade e amadurecimento emocional.
Os sonhos são compreendidos como expressões simbólicas do inconsciente. Na terapia, podem ajudar a ampliar a compreensão de conflitos, emoções e processos internos que não estão totalmente conscientes.
Não. Embora também acolha sintomas como ansiedade e conflitos emocionais, a psicologia analítica busca compreender o significado mais profundo dessas manifestações, considerando o desenvolvimento da personalidade como um todo.


